quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O desenho é linguagem


  Desde o nascimento, a criança passa por constantes processos de desenvolvimento e modificações. Dentre estes processos, podemos citar que ela adquire a habilidade de expressar suas vontades e seus sentimentos. O primeiro registro gravado no papel pela criança é o desenho, pois através dele, ela demonstra sentimentos básicos como: carinho, afeto, medo, revolta e etc.
  O ato de desenhar deve ser considerado como um fator essencial ao processo de desenvolvimento da linguagem, uma espécie de documento que registra a evolução da criança. Esta ao desenhar, sugerindo, através da utilização das cores, formas, tamanhos, símbolos entre outros.
  É importante ressaltar, que o professor deve oferecer ao seu aluno maior diversificação possível de materiais, fornecerem suportes, técnicas e desafios que venham favorecer ao crescimento de seu aluno, além de ter consciência de que um ambiente estimulante depende desses fatores colocados, permitindo a exploração de novos conhecimentos. Partindo do pressuposto de que não são oferecidos tais suportes, a tendência é que o aluno bloqueie sua criatividade, visto que não lhes foram oferecidas tais condições.
  A importância de valorizar o desenho desde o inicio da vida da criança se dá pelo fato da necessidade que o universo infantil tem em ser estimulado, desafiado, confrontado de forma que venha enriquecer as próprias experiências da criança.
  Valorizando a arte, ou seja, o desenho na escola, o professor estará levando o aluno a se interessar pelas produções que são realizadas por ele mesmo e por seus colegas e por diversas obras consideradas artísticas a nível regional, nacional e internacional.
  Enquanto mediador do conhecimento, o professor é essencial para incentivar o aluno pelo caminho da arte ou por outra área do conhecimento, oferecendo os melhores suportes, de forma que venha a ajudar no crescimento e formação do mesmo.


MOREIRA, Ana Angélica Albano. O espaço do desenho: a educação do educador. 2 ed. São Paulo: Loyola, 128 p.

Nenhum comentário:

Postar um comentário